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Canto II - Le ciel noirci

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Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Danto em Dom 19 Maio 2013 - 16:15



Paris, 12 de Março de 2012. Passy, décimo sexto arrondissement. Capela Tremere.


Gabriel encontrou-se em uma situação pouco comum. Era tão pouco usual que identificar traços maniqueístas nessa situação era impossível, talvez uma das maiores peças que o destino resolveu pregar em Gabriel, após é claro da noite em que o mesmo fora abraçado e elevou-se ao patamar da "benção-maldição" vampírica. A ironia da situação era o contraste do cenário em que os três cainitas estavam inseridos. No coração de Passy, uma belíssima parte de Paris, de uma arquitetura moderna que se ergue do cinza do concreto com o uso de um belíssimo arvorismo, com seus pequenos trens branquíssimo de faixa em ciano que cruzam a ponte de Viaduc, ponte sustentada pela força escultural helenística. Uma região tão bela agora não era além de um plano de fundo desinteressante para os olhos dos três Tremeres no interior da capela.
-Gabriel, sinto muito pela cena que tens que observar em sua noite de apresentação. Saiba que a capela de Paris não tem como costume tais acontecimentos. Aliás, esta é a primeira vez que um Regente local é expurgado de seu trono. Sinta-se à vontade para impedi-lo de fugir. Não segure tuas habilidades, veja isto como uma verdadeira apresentação. Afinal, existe uma maneira melhor de conhecer as habilidades mágikas de um feiticeiro, do que ver a própria mágika do mesmo?
Foram as palavras ditas por Burnier que quebraram o silêncio constrangedor que havia se instalado por toda capela. O ancião sorria de forma sarcástica e olhava diretamente para De Guise.

Off: Teste de Raciocínio + Prontidão. Dificuldade 6. Com acima de dois sucessos, a iniciativa é sua!

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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Anjjeperura em Seg 20 Maio 2013 - 18:25

As coisas não estavam saindo como o Tremere desejava. Em sua mente sua apresentação chegaria com um breve resumo de suas habilidades, o que foi feito e um convite do Regente, que seria De Guise, para que fizesse um pequeno tour pela Capela recém-conhecida. Mas tudo estava saindo de controle. De Guise fora descoberto pelo novo primógeno Tremere como um traidor e talvez usuário de magias demoníacas e estava assassinando outros membros Tremere. O que era imperdoável para o clã construído de forma tão organizada.

Burnier mantinha uma calma exacerbada enquanto que De Guise parecia se ver de certa forma encurralado. Gabriel estava atento a tudo que ocorria a seu redor e não desejava ser atacado por De Guise e ser nocauteado na frente de Burnier mostrando que ele era um inútil completo. Mas sua vontade de diablerizar De Guise era tentadora. Sabia que não poderia fazer isso na frente de Burnier, mas o desejo era grande e refreado pelos seus pensamentos que não o deixavam se permitir a tentar diablerizar De Guise.

As palavras de Burnier fazem com que a mente de Gabriel retorne a bela Capela. Beleza esta que não seria nem de longe mais percebida pelo calor do enfrentamento entre De Guise e Gabriel. Gabriel chega a franzir o cenho perante as palavras de Burnier, mas ele logo volta ao normal. Estava aos pés da escada e chegar a De Guise era praticamente um pulo. A voz encantadora de Gabriel se faz presente mais uma vez:

-Me honras com tal atitude Primógeno Burnier.

Vira seu rosto na direção de De Guise e diz:

-Porque nos traiu De Guise? O que o levou a este tipo de ação contra seu próprio clã?

Gabriel tentava utilizar sua fala para manter De Guise sem ação, já que havia dado certo anteriormente. Talvez sua tática funcionasse. Enquanto falava Gabriel se aproximava de De Guise com muito cuidado.

-De Guise....por gentileza se renda. Venha por livre e espontânea vontade. Acredito que você poderá ser reinserido ao nosso clã depois de beber o sangue de nossa casa novamente.

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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Rolador de Dados em Seg 20 Maio 2013 - 18:25

O membro 'Anjjeperura' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Danto em Ter 4 Jun 2013 - 14:57

De Guise olhou diretamente para Gabriel, da mesma forma que havia olhado minutos atrás, o olhar que deixava claro que algo estava errado com aquele homem. Gabriel ainda não conseguia saber o que exatamente estava acontecendo com aquele membro, mas certamente, ele não estava normal. De Guise então sorriu de forma macabra, suas sobrancelhas pouco se moveram, mas suas presas ficaram à mostra, seus dedos começaram a se movimentar em um ritmo suspeitos e foi naquele exato momento que Gabriel pode entender algo importante. Uma mancha negra no pescoço de De Guise, a marca daqueles que foram tocados por criaturas demoníacas.
-Eu nunca traí nosso clã. Eu busquei poder assim como todos, encontrei uma fonte real, infinita... Mas ela tinha seus custos. Os membros do sétimo circulo não desapareceram, foram sacrificados em prol do avanço das linhas taumaturgicas biológicas e alquimicas. É uma lástima... Afinal, vocês não viverão para ver os avanços dos meus gárgulas!
Não existiriam mais voltas, De Guise disparou um olhar de fúria na direção de Angus e você pode ter a certeza de que ambos estavam prestes à lançar suas mágikas...

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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Anjjeperura em Qua 5 Jun 2013 - 17:07

Gabriel percebe a maldade exalar de De Guise. Era perceptível a marca negra em seu pescoço e a mácula demoníaca que ele exalava. O olhar de De Guise lhe deu certo medo a princípio, mas com certeza não o faria recuar agora. Precisa demonstrar estabilidade perante o novo primógeno e, além disso, ele desejava pelo menos arrancar algumas informações de De Guise antes de ser expurgado deste planeta.

Quando De Guise mostrara suas presas vampíricas, Gabriel percebeu que o ataque do Tremere viria em breve. Gabriel continuava caminhando escadas acima pretendendo alcançá-lo antes que isso acontecesse. Assim que De Guise começara a comentar sobre as linhas taumatúrgicas e que ele havia encontrado um poder infinito, Gabriel acabara de entender tudo que acontecia ali. Com sua voz encantadora e ainda caminhando na direção de De Guise, Gabriel disse:

-Taumaturgia biológica? Taumaturgia Alquímica? Meus maiores interesses são nestas linhas De Guise. Espere....guarde seu ataque....irei me juntar a você e poderei ser seu pupilo. Podemos destruir Burnier aqui de uma vez por todas.

Era uma mentira deslavada, mas as palavras de Gabriel funcionavam na maioria das vezes quando se tratava de convencer os mortais e imortais. Imaginava que Burnier visse Gabriel como traidor, mas o Tremere não olhara para trás nem uma vez. Não poderia vacilar contra um taumaturgo corrompido por demônios. Burnier e De Guise estavam preparados para lançar suas mágikas e Gabriel estaria no fogo cruzado. Deveria convencer De Guise a não atacar e fingir que era um interessado em se infiltrar no círculo demoníaco que De Guise participava. Mais uma vez sua voz tomou o ambiente:

-Deixe que eu vá com você De Guise....meu interesse é exorbitante. Deixe-me aprender contigo e poderemos ter o mundo.

Gabriel sentia o laço de sangue de sua casa cada vez mais forte. Estava traindo o clã, mas não era real. Apenas um engodo para ferver o sangue de De Guise e deixá-lo em torpor para depois destruí-lo. Tentava se aproximar a cada palavra e a cada segundo. Pretendia tocar De Guise e assim que tivesse a oportunidade usaria seu Caldeirão de Sangue para De Guise ficar fora do caminho. Deveria utilizar suas habilidades para causar uma boa impressão no novo Primógeno.
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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Danto em Sex 14 Jun 2013 - 1:45

Angus apenas observou a cena em silêncio. De Guise por outro lado não conteve-se e esboçou um sorriso macabro em sua face, fora este, o primeiro sinal de que o plano de Gabriel funcionaria.
-Um pupilo? De certa forma não seria de todo desagrado eu diria. Apesar da sua notória má educação prévia e de algumas pequenas informações que à mim chegaram do seu desempenho em sua capela, és um aluno em potencial, um potencial que fora podado de teus tatos logo em suas primeiras noites...
Gabriel estava agora, diante de De Guiese, tão próximo que poderia toca-lo sem grandes dificuldades.

(Off: Realize os testes necessários, mas lembre-se de anunciar!)

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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Anjjeperura em Sex 14 Jun 2013 - 11:17

As palavras de Gabriel surtem algum efeito no demonizado Tremere. De Guise parecia ter baixado um pouco a guarda enquanto as palavras doces de Gabriel o haviam encantado de alguma forma. O Tremere sabia muito bem como se utilizar de seu dom da fala com aqueles que não queriam seguir o caminho do qual ele desejava.
 
De Guise lançava palavras interessantes a Gabriel e ele sorri. Um sorriso que aos olhos de De Guise poderiam ser considerados de simpatia, mas na realidade eram de escárnio pelo lixo que saía da boca do ex Regente. Angus observava, estático, atrás de Gabriel. O Tremere podia sentir que Angus não se movimentava de forma nenhuma, o que lhe dava a impressão que o Primógeno estava ali apenas para verificar o que seria daquela situação no fim das contas.
 
Mais uma vez a voz encantadora de Gabriel se faz presente e preenche todo o átrio da Capela para manter De Guise um pouco desorientado:
 
-Peço desculpas pela minha insolência De Guise. Não sabia que seu poder era tão grande como o é.
 
Tocou-lhe a pele de De Guise com cuidado e imediatamente fez uso de seu poder da Taumaturgia, Caldeirão de Sangue:
 
-Mas infelizmente não é isso que desejo. Você é um traidor e por tal deve pagar pelos seus atos em nosso clã. Não conspurque nosso sangue seu maldito demônio.
 
De Guise poderia resistir ao Caldeirão de Sangue, mas não sem antes sofrer danos graves com isso.

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Gabriel utiliza Caldeirão de Sangue em De Guise assim que o toca
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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Rolador de Dados em Sex 14 Jun 2013 - 11:17

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Re: Canto II - Le ciel noirci

Mensagem por Danto em Qua 26 Jun 2013 - 18:57

O toque de Gabriel fez os olhos de De Guise se esbugalharem, Angus por outro lado, apenas deu inicio à uma rápida caminhada escadaria a cima. De Guise caiu imediatamente contra o chão e soltou um grito forte e desafinado de dor, sua pele tornava-se avermelhada e o cheiro do vitae do mesmo "queimar" fazia o Regente se remoer de dor no chão da capela.
-MALDITOS! QUEM PENSAM SER PARA ATACAREM O PODEROSO REGENTE DA CAPELA DE PARIS?
Urrou De Guise em seu desespero em reconhecer que seu próprio vitae fervia em suas veias, a dor parecia intensa de mais para apenas ter sido causada pelas mãos de Gabriel. Angus por fim, respondeu após fazer um simples estalo de dedos.
-Excelente ponto. Eu sou o novo Regente, e este, que lhe pôs ao chão, é o novo membro do sexto círculo de mistérios da minha capela. Agora, foi um desprazer imenso conhece-lo...

Os olhos de Angus se abriram e o mesmo desenhou um pequeno sorriso em sua face, a cena que se seguiu foi a queima do corpo de De Guise. Fortíssimas labaredas de fogo saltavam pelo corpo ferido do velho, consumindo suas vestes e desfigurando-o ao ponto do mesmo tornar-se um qualquer. As chamas eram intensas, fortes, azuladas. Mas não causavam medo em Gabriel...
-Caso tenha o desejo de consumir este coitado, sinta-se à vontade Gabriel. Assim que terminar seus assuntos com ele, venha a sala do Regente. Tenho algumas informações importantes a dividir com vocês.
Disse por fim Angus.

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Gabriel - De Guise - Regente Angus

Mensagem por Anjjeperura em Qui 27 Jun 2013 - 10:27

Gabriel era poderoso, isso era verdade. Mas seu Caldeirão de sangue não fora tão eficiente como se mostrava no corpo de De Guise. Com certeza Angus havia interferido em seu poder, só não sabia como, talvez uma linha de potencialização da qual o Tremere não tinha conhecimento, ainda.

De Guise tinha a pele avermelhada como que prestes a entrar em chamas, fora que ele continuava a dizer asneiras, o cheiro de sangue fervido tomava conta do ar da bela capela de Paris e DE Guise logo estaria morto, ou debilitado demais para fazer qualquer coisa. Em resposta as asneiras de De Guise, Angus responde que ele era o novo Regente da Capela e Ganriel o novo membro do sexto círculo da Capela, uma honra para Gabriel.

E mais uma vez a bela voz de Gabriel toma conta do local, em resposta a Angus:

-Agradeço a honra Regente. Tanto a de ser nomeado ao sexto círculo, quanto a de me deixar tratar deste ser que se autointitulava um Tremere.

Assim que o corpo de De Guise fica em chamas, Gabriel dá um passo para trás instintivamente, mas o calor parecia não atingi-lo, não lhe causava o medo vermelho em si. Gabriel vira ele ser consumido em poucos segundos, estava tão moribundo quanto um mendigo em uma noite do frio de inverno. O Tremere se impressionou quando Angus lhe dissera que Gabriel poderia consumi-lo caso desejasse.

”Consumi-lo? Ele sabe do meu paladar apurado?”

-Consumi-lo Regente? Ah sim...claro.

Fizera-se de rogado e desentendido. De Guise seria uma refeição muito interessante e talvez agregasse mais poder ao Tremere. Resolveu aguardar a resposta de Angus e a saída do mesmo antes de fazer qualquer outra coisa.
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Re: Canto II - Le ciel noirci

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